Conor Kennedy, marido de Giulia Be, tem prisão autorizada na Rússia por suposto mercenarismo na Ucrânia

O americano Conor Kennedy, de 31 anos, sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e marido da cantora brasileira Giulia Be, teve a prisão autorizada à revelia por um tribunal de Moscou. Ele é acusado pelas autoridades russas de ter atuado como mercenário ao lado das Forças Armadas da Ucrânia durante a guerra. […]

O americano Conor Kennedy, de 31 anos, sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e marido da cantora brasileira Giulia Be, teve a prisão autorizada à revelia por um tribunal de Moscou.

Ele é acusado pelas autoridades russas de ter atuado como mercenário ao lado das Forças Armadas da Ucrânia durante a guerra.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou.

Após a determinação judicial, Kennedy foi incluído na lista internacional de pessoas procuradas pelas autoridades russas.

A defesa do americano recorreu da decisão, mas o recurso foi rejeitado.

Segundo informações divulgadas pela agência de notícias russa Tass e citadas pela imprensa, uma instância superior considerou legal a decisão de primeira instância e manteve a ordem de prisão.

O processo tramita com base no artigo 353 do Código Penal da Federação Russa, que trata da participação de mercenários em conflitos armados ou operações militares.

A legislação russa prevê pena de sete a dez anos de prisão para o crime.

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Kennedy relatou participação na guerra

A acusação contra Conor Kennedy está relacionada a declarações feitas pelo próprio americano em 2022.

Na época, ele afirmou nas redes sociais que havia viajado para a Ucrânia e participado de combates na região de Kharkiv.

Segundo seu relato, Kennedy integrou a Legião Internacional da Ucrânia, unidade formada por estrangeiros que se voluntariaram para lutar ao lado das forças ucranianas após o início da invasão russa.

Em uma publicação feita em outubro de 2022, ele contou que decidiu viajar para a Ucrânia depois de acompanhar as notícias sobre o conflito.

Kennedy afirmou que queria ajudar e que procurou a embaixada ucraniana para se alistar.

O americano também relatou que não possuía experiência militar anterior quando chegou ao país.

Segundo ele, apesar de não ser um bom atirador, conseguia carregar equipamentos pesados e aprendia rapidamente, características que teriam contribuído para que fosse enviado para uma região de combate.

Kennedy afirmou ainda que manteve sua participação em segredo de grande parte da família e dos amigos para evitar preocupações e não receber tratamento diferenciado por causa de seu sobrenome.

Ele descreveu a experiência como assustadora, mas disse que retornaria a assumir os riscos enfrentados durante o período em que esteve no conflito.

Rússia já tomou decisões semelhantes

O caso de Kennedy não é isolado. Tribunais russos também determinaram, à revelia, a prisão de outros estrangeiros acusados de integrar a Legião Internacional da Ucrânia.

Entre os nomes citados estão cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Sérvia, República Tcheca, Geórgia, Estônia e Colômbia.

Segundo as autoridades russas, os estrangeiros foram incluídos na lista internacional de procurados por suposta participação como mercenários nas forças ucranianas.

Como as decisões foram tomadas à revelia, os acusados não estão necessariamente sob custódia das autoridades russas. A inclusão na lista internacional, porém, pode gerar consequências caso algum deles viaje para países que cooperem com as solicitações russas.

Quem é Conor Kennedy

Conor Kennedy faz parte de uma das famílias políticas mais conhecidas dos Estados Unidos. Ele é sobrinho-neto de John F. Kennedy, que foi presidente americano entre 1961 e 1963, e neto do ex-procurador-geral Robert F. Kennedy.

Ele também é filho de Robert F. Kennedy Jr., figura pública americana que ocupa o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Além de sua ligação com a tradicional família Kennedy, Conor ganhou atenção da imprensa internacional por sua vida pessoal. Em 2012, ele teve um relacionamento com a cantora Taylor Swift, que durou alguns meses.

Ao longo dos anos, também esteve envolvido em manifestações e episódios que chegaram às páginas dos jornais americanos.

Em 2013, foi detido durante um protesto por desobediência civil. Em 2016, voltou a ser levado à delegacia após uma briga em um bar, segundo relatos da imprensa americana.

Relacionamento com Giulia Be

 

Giulia Be e Conor Kennedy — Foto: Getty Images

Conor Kennedy mantém relacionamento com a cantora, compositora e atriz brasileira Giulia Be desde 2021.

Os dois se conheceram inicialmente pela internet, quando ela estava no Brasil trabalhando em um filme e ele fazia uma pós-graduação nos Estados Unidos.

Durante cerca de cinco meses, o casal trocou mensagens antes de se encontrar pessoalmente.

O namoro começou oficialmente em 2022 e, em agosto de 2025, os dois ficaram noivos.

Em março de 2026, Giulia Be e Conor oficializaram a união em uma cerimônia intimista realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos, com a presença de familiares.

O casal também planejou celebrações no Brasil, incluindo uma cerimônia religiosa no Rio de Janeiro, cidade que tem importância na trajetória da cantora.

A decisão judicial russa coloca agora o marido de Giulia Be no centro de uma disputa envolvendo as autoridades de Moscou e sua suposta participação no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Até o momento, a ordem de prisão foi mantida pela Justiça russa e Conor Kennedy permanece procurado pelas autoridades daquele país.