Mobilização segue até 1º de setembro e inclui um Dia D nacional em 22 de agosto para ampliar a cobertura vacinal em todo o Brasil
A Campanha Nacional de Multivacinação começou nesta segunda-feira (3) em todo o país com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Saúde, segue até o dia 1º de setembro e contará com um Dia D nacional, marcado para 22 de agosto, quando estados e municípios intensificarão as ações de imunização.
A estratégia busca identificar e corrigir esquemas vacinais incompletos, garantindo que crianças e adolescentes recebam, em uma única visita às unidades de saúde, todas as vacinas indicadas para sua faixa etária, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Diferentemente de campanhas voltadas para uma doença específica, a mobilização contempla diversas vacinas essenciais para a prevenção de doenças que podem representar riscos à saúde pública.
Entre os imunizantes disponíveis estão as vacinas contra poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), difteria, tétano e coqueluche, hepatites A e B, rotavírus, meningites, febre amarela, HPV, influenza e Covid-19.
A vacina contra a dengue também poderá ser aplicada nos municípios onde ela já faz parte do calendário oficial.
A oferta das vacinas dependerá da idade da criança ou adolescente e do histórico registrado na caderneta de vacinação.
Recuperação das coberturas vacinais
Segundo o Ministério da Saúde, a campanha integra um esforço nacional para recuperar as coberturas vacinais, que sofreram redução nos últimos anos.
Embora os índices tenham apresentado melhora desde 2023, ainda existem diferenças significativas entre estados e municípios, o que mantém parte da população vulnerável a doenças imunopreveníveis.
Para ampliar o alcance da mobilização, estados e municípios poderão promover vacinação em escolas, utilizar unidades móveis, ampliar o horário de funcionamento das salas de vacinação e realizar busca ativa de crianças e adolescentes que estejam com doses em atraso.
Atenção especial ao sarampo em São Paulo
Além da campanha nacional, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Nessas localidades, todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos poderão receber a vacina durante o período da campanha.
A medida foi adotada após a confirmação de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. Em 2026, o Brasil registrou 17 casos confirmados de sarampo, sendo que 14 permanecem em acompanhamento no estado de São Paulo.
De acordo com a pasta, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas aos estados e municípios neste ano, enquanto aproximadamente 2,9 milhões de doses foram aplicadas.
O Ministério da Saúde também reforça a recomendação da chamada “dose zero” da vacina contra o sarampo para crianças entre 6 e 11 meses de idade que vivem ou viajam para áreas com circulação do vírus.
Vacinação é a principal forma de prevenção
As autoridades de saúde destacam que manter a caderneta de vacinação atualizada continua sendo a medida mais eficaz para prevenir doenças infecciosas, evitar surtos e proteger não apenas quem recebe a vacina, mas toda a comunidade por meio da imunização coletiva.
Pais e responsáveis são orientados a procurar a unidade de saúde mais próxima levando a caderneta de vacinação da criança ou adolescente para que a situação vacinal seja avaliada e, se necessário, as doses pendentes sejam aplicadas.





