Sentir fome com frequência nem sempre significa que o organismo precisa de mais comida. Segundo especialistas, alguns hábitos comuns da rotina podem alterar os mecanismos que controlam o apetite, aumentando a vontade de comer mesmo quando as necessidades nutricionais já foram atendidas.
A endocrinologista Fernanda Parra explica que fatores como noites mal dormidas, estresse e uma alimentação desequilibrada podem interferir diretamente nos hormônios responsáveis pela fome e pela saciedade, favorecendo o consumo excessivo de alimentos.

Sono insuficiente interfere no controle do apetite
Dormir menos do que o necessário é um dos principais fatores associados ao aumento da fome. De acordo com a especialista, a privação de sono altera hormônios que regulam o apetite, fazendo com que a pessoa sinta mais vontade de comer ao longo do dia.
Além disso, noites mal dormidas também podem aumentar o desejo por alimentos ricos em açúcar e gordura, considerados mais calóricos.
Pular refeições intensifica a fome
Outro hábito que merece atenção é permanecer muitas horas sem se alimentar.
Quando isso acontece, a fome tende a chegar com mais intensidade no fim do dia, aumentando o risco de exageros durante as refeições e dificultando o controle da alimentação.
Manter horários regulares para comer é uma estratégia importante para preservar o equilíbrio do organismo.
Alimentação pobre em nutrientes reduz a saciedade
Segundo Fernanda Parra, refeições com pouca proteína, fibras e alimentos naturais costumam proporcionar menor sensação de saciedade.
Esses nutrientes ajudam a prolongar a digestão e mantêm o organismo satisfeito por mais tempo, reduzindo a necessidade de beliscar entre as refeições.
Ultraprocessados estimulam o consumo exagerado
O consumo frequente de alimentos ultraprocessados também pode favorecer o aumento da fome.
Por serem altamente palatáveis, esses produtos estimulam áreas do cérebro relacionadas ao prazer, fazendo com que a pessoa tenha vontade de continuar comendo mesmo após já estar alimentada.
Especialistas recomendam priorizar alimentos frescos e minimamente processados como base da alimentação.
Estresse e ansiedade favorecem a fome emocional
As emoções também exercem forte influência sobre os hábitos alimentares.
Em situações de estresse ou ansiedade, muitas pessoas recorrem à comida como forma de conforto, especialmente alimentos doces ou ricos em gordura.
A endocrinologista explica que essa chamada fome emocional costuma surgir de forma repentina e, diferentemente da fome física, nem sempre desaparece após a refeição.
Como controlar melhor a saciedade
Para evitar episódios frequentes de fome, especialistas recomendam manter uma rotina alimentar equilibrada, consumir refeições ricas em proteínas, fibras e gorduras saudáveis, beber bastante água e praticar atividades físicas regularmente.
Outra orientação importante é comer com atenção, evitando distrações como televisão ou celular durante as refeições, permitindo que o cérebro reconheça os sinais naturais de saciedade.
Caso a sensação de fome excessiva seja persistente, a recomendação é procurar um endocrinologista para investigar possíveis alterações hormonais ou metabólicas e receber orientação adequada.





