Ministra dos Povos Indígenas saiu do InCor nesta quinta-feira (26), após cinco dias internada, e deve deixar o cargo até o fim de março para disputar a reeleição à Câmara por São Paulo.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, recebeu alta hospitalar na manhã desta quinta-feira (26), após passar cinco dias internada no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Segundo boletim médico, ela deixou a unidade em boas condições, sem dor, alimentando-se normalmente e com o quadro clínico controlado.
Guajajara havia sido hospitalizada no sábado (21), depois de apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal. Durante a internação, a equipe médica investigou um possível quadro infeccioso, e a ministra apresentou evolução favorável, com melhora contínua dos sintomas até receber alta. O hospital informou ainda que ela seguirá com medicação por período determinado e acompanhamento ambulatorial.
A saída do hospital ocorre em um momento decisivo para a trajetória política da ministra. Sônia confirmou que deixará o comando da pasta entre 30 de março e 2 de abril para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo nas eleições deste ano.
À frente do ministério desde a criação da pasta, em 2023, Guajajara se tornou um dos principais nomes do governo Lula na pauta indígena. O Ministério dos Povos Indígenas foi instituído para dar status de primeiro escalão às políticas voltadas aos povos originários, que somam cerca de 1,7 milhão de pessoas de 305 povos no Brasil, segundo dados oficiais citados pelo próprio governo.
Entre os principais marcos da gestão está o avanço na política fundiária. Em novembro de 2025, o governo federal informou que o total de terras indígenas homologadas desde o início da atual administração chegou a 20, superando o acumulado da década anterior à criação do ministério.
Com a alta médica, Guajajara encerra o episódio de internação em meio à preparação para a saída do cargo. A recuperação da ministra devolve protagonismo a uma transição que deve recolocar a pauta indígena no centro do debate político e eleitoral nas próximas semanas.



