Novo medicamento injetável teve registro publicado nesta segunda-feira (24) e tem como referência o Ozivy; produto poderá ampliar a concorrência entre tratamentos à base de semaglutida no país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o segundo medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 24 de agosto.
O medicamento tem como referência o Ozivy, caneta injetável que utiliza semaglutida.
Por se tratar de um genérico aprovado com o produto como referência, os medicamentos são considerados intercambiáveis, permitindo a substituição conforme as regras aplicáveis e a orientação profissional.
Segundo informações divulgadas sobre o registro, o novo produto terá quatro apresentações, todas em solução injetável de 1,34 mg/mL para aplicação subcutânea e com validade de 24 meses.
Segunda aprovação em poucos dias
A nova autorização ocorre apenas uma semana depois de a Anvisa ter registrado outro medicamento genérico de semaglutida produzido pela farmacêutica EMS.
Em 17 de agosto, a agência anunciou o registro de uma caneta genérica e também do medicamento similar Semaclique, da Germed.
Com as novas aprovações, o mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida passa por um processo de expansão, aumentando o número de alternativas disponíveis.
Para que serve a semaglutida?
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.
Esses medicamentos atuam em mecanismos relacionados ao controle da glicose e à saciedade.
Nas aprovações recentes anunciadas oficialmente pela Anvisa, as canetas são indicadas para adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e à prática de exercícios, seguindo as indicações previstas em registro.
A substância também está presente em medicamentos registrados para outras indicações, mas cada produto possui sua própria bula e condições específicas de utilização.
Genéricos podem aumentar concorrência
A entrada de versões genéricas tende a ampliar a concorrência entre fabricantes e pode aumentar as opções disponíveis aos pacientes.
A CNN Brasil informou que a expectativa é de que as novas versões tenham preços inferiores aos produtos de referência, respeitando as regras brasileiras para medicamentos genéricos.
Apesar da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos à base de semaglutida não devem ser utilizados por conta própria.
A indicação, a dose e o acompanhamento devem seguir avaliação de profissional de saúde e as condições estabelecidas na bula de cada medicamento.
A aprovação representa mais um movimento de expansão do mercado de medicamentos da classe GLP-1 no Brasil, segmento que ganhou espaço nos últimos anos principalmente no tratamento do diabetes e da obesidade.




