O dólar registrou alta de 1,37%, encerrando o dia cotado a R$ 5,3142. Já o principal índice da bolsa brasileira caiu 0,91%, fechando aos 177.653 pontos.
O dólar reverteu a queda registrada pela manhã e encerrou esta sexta-feira (13) em alta de 1,37%, cotado a R$ 5,3142. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou o dia em baixa de 0,91%, aos 177.653 pontos.
▶️ Entre os fatores que influenciaram os mercados está o comportamento do petróleo, que continuou sendo negociado perto de US$ 100 por barril, mesmo após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo russo. A possibilidade de prolongamento do conflito envolvendo o Irã elevou as preocupações com a inflação global e pressionou bolsas ao redor do mundo.
Na véspera, o petróleo chegou a subir cerca de 9%, alcançando o nível mais alto em quase quatro anos. Nesta sexta-feira, por volta das 16h (horário de Brasília), o barril do Brent avançava 2,12%, sendo negociado a US$ 102,59.
▶️ No Brasil, o governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo e da volatilidade nos preços dos combustíveis. Entre as iniciativas estão subsídios para importadores e produtores de diesel e a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível.
O pacote também prevê a criação de um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, além da aplicação de multas para empresas que não repassarem os benefícios aos consumidores nos postos.
▶️ Nos Estados Unidos, a agenda econômica trouxe a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) referente a janeiro. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve, o banco central americano, por ser uma das principais referências para medir a inflação no país.
▶️ Também foram divulgados dados do relatório Jolts, que mede a abertura de vagas de emprego. Em janeiro, foram registrados 396 mil novos postos, elevando o total de vagas abertas para 6,9 milhões no último dia do mês.
Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos mostrou crescimento de 0,7% no quarto trimestre, em taxa anualizada, resultado abaixo das expectativas do mercado.
• Na semana: alta de 1,34%;
• No mês: avanço de 3,51%;
• No ano: queda acumulada de 3,18%.
• Na semana: queda de 0,04%;
• No mês: recuo acumulado de 5,03%;
• No ano: alta de 11,27%.
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Petróleo se mantém perto de US$ 100
Os preços do petróleo seguem elevados e continuam próximos da marca de US$ 100 por barril, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia.
Nesta sexta-feira, por volta das 16h (horário de Brasília), o barril do Brent avançava 2,12%, sendo negociado a US$ 102,59. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, era cotado a US$ 97,84.
Desde o início do conflito na região, o petróleo acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado perto de US$ 60, patamar que agora ficou distante, com os preços retornando a níveis que não eram observados desde meados de 2022.
Para tentar aliviar a pressão sobre o mercado energético, o Tesouro dos Estados Unidos concedeu uma licença temporária de 30 dias, válida até 11 de abril, permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já haviam sido embarcados até quinta-feira (12).
Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam atentos à evolução do conflito e ao risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.
A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional.
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Governo brasileiro anuncia medidas para conter combustíveis
A alta do petróleo no mercado internacional levou o governo brasileiro a adotar medidas para tentar evitar impactos mais fortes nos combustíveis.
Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote para reduzir os efeitos da disparada da commodity sobre o preço do diesel no país.
Entre as medidas está a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel, além de um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível.
Segundo estimativas do próprio governo, as ações podem reduzir o preço do diesel em cerca de R$ 0,64 por litro.
Para compensar a perda de arrecadação, também foi anunciada a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, com o objetivo de capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores diante da valorização internacional da commodity.
A preocupação do governo é que a alta do diesel pressione a inflação, já que o combustível é amplamente utilizado no transporte de cargas, influenciando diretamente os preços de alimentos e outros produtos.
Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão ao pacote de medidas anunciado pelo governo.
Segundo a empresa, como o programa é facultativo e pode gerar benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da companhia.
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Agenda econômica
Inflação nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) — principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve — subiu 0,3% em janeiro na comparação com o mês anterior, após ter avançado 0,4% em dezembro.
O resultado veio em linha com as expectativas do mercado.
Na comparação anual, o indicador registrou alta de 2,8%, levemente abaixo dos 2,9% observados em dezembro.
O Fed utiliza o PCE como uma das principais referências para avaliar o comportamento da inflação e buscar sua meta de 2% ao ano.
Excluindo itens mais voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo do PCE avançou 0,4% em janeiro, repetindo o ritmo de dezembro. No acumulado de 12 meses, o núcleo registrou alta de 3,1%, ligeiramente acima dos 3,0% do mês anterior.
Com esses dados, a expectativa predominante é de que o Fed mantenha a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião, marcada para quarta-feira.
Economistas avaliam que o espaço para cortes de juros pode estar diminuindo, e o mercado projeta apenas uma redução em 2026, possivelmente em setembro.
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PIB dos Estados Unidos
O crescimento da economia americana também mostrou sinais de desaceleração no fim do ano passado.
Segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento do Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 0,7% no quarto trimestre, em ritmo anualizado.
O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam expansão de 1,5%.
Além disso, o dado foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior, que apontava crescimento de 1,4%.
A revisão refletiu ajustes menores em componentes importantes da economia, como exportações, consumo das famílias, gastos do governo e investimentos. Ao mesmo tempo, as importações recuaram menos do que o previsto inicialmente.
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Setor de serviços no Brasil
No Brasil, o setor de serviços — que inclui atividades como transporte, tecnologia, turismo e serviços prestados às famílias — iniciou 2026 em crescimento.
Em janeiro, o volume de serviços avançou 0,3% na comparação com dezembro, acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,1%. Com isso, o setor voltou a atingir o maior nível da série histórica.
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 3,3%, também acima da projeção de economistas, que esperavam avanço de 2,8%.
Entre as atividades pesquisadas, três registraram crescimento no início do ano:
• Outros serviços: +3,7%
• Informação e comunicação: +1,0%
• Transportes: +0,4%
Por outro lado, os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis.
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Mercados globais
Os mercados internacionais permaneceram pressionados pelas tensões no Oriente Médio, que aumentam o risco de interrupções no fornecimento de energia e novas altas no preço do petróleo.
Esse cenário preocupa investidores porque pode pressionar a inflação e afetar o crescimento da economia mundial.
Na Ásia, onde os mercados já haviam encerrado as negociações, as bolsas fecharam em queda.
O clima de cautela aumentou após o Irã intensificar ataques na região e ameaçar manter fechado o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
• Xangai (SSEC): -0,82%
• CSI300: -0,39%
• Hang Seng (Hong Kong): -0,98%
• Nikkei (Japão): -1,2%, aos 53.819 pontos
Na Europa, as bolsas também fecharam em baixa diante do ambiente de incerteza.
• STOXX 600: -0,50%
• CAC 40 (Paris): -0,91%
• DAX (Alemanha): -0,65%
• FTSE 100 (Londres): -0,43%
Em Wall Street, os investidores reagiram negativamente aos dados econômicos e à instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio.
• Dow Jones: -0,25%
• S&P 500: -0,60%
• Nasdaq: -0,93%



